domingo, 13 de dezembro de 2015

[Lua Cheia] Capítulo 53 - Adeus

Capítulo 53 - Adeus
Leah olhou para dentro do aposento antes de entrar calmamente. Era como contemplar uma parte inocente de Grady que ela ainda não tinha visto. Diferente do novo Grady absolutamente sexy e protetor, o quarto tinha posters de jogadores de futebol, intercalados por belas morenas em motocicletas e algumas paredes limpas, ou melhor, espaços de paredes, em tom de amarelo queimado, como se o quarto não tivesse recebido papel de parede ou uma tintura detalhada. 
A cama era uma solteirão com um lençol branco amarelado e parecia não ter sido trocado por anos. Uma cortina preta estava na extremidade do quarto e tampava o sol, que escapava pelas beiradas, indicando que ela era uma blackout. Perto da janela havia uma escrivaninha pequena com um computador velho, uma luminária e livos que pareciam ser do Ensino Médio. Perto da porta havia um sofá surrado, uma televisão de 32" preta em cima de um criado mudo.
Ela olhou para a outra parede e viu uma cômoda e uma sapateira. Em cima da cômoda haviam porta-retratos com fotos. Leah caminhou para aquele lado, desejando ver as fotos mais de perto e notou a ausência de uma presença feminina nelas. Eram fotos de bando, uma com os irmãos e uma com as irmãs, mas nenhuma com Megan ou outra mulher. Aqueceu o interior dela, jugou-se idiota em seguida. As fotos mostravam um Grady muito mais jovem, elas poderia retratar algo que não fosse verdade agora. 
Sentiu os braços dele em seus ombros e olhou para trás só para encontrá-lo a encarando com apreensão. Ele desceu as mãos pelas laterais de seu corpo e abriu a gaveta da cômoda com cuidado, encostando a madeira leve contra a pele do quadril de Leah, coberto pela calça jeans. 
‒ Vou precisar esconder isso. ‒ Ele disse baixo, o tom sexy foi aprofundado o suficiente para fazê-la soltar o porta-retrato da foto dele com Rave e Braden. 
‒ Só tem morenas? ‒ Leah perguntou com diversão. Ele fechou a gaveta, escondendo as revistas e segurando a cintura dela com força moderada. Leah mordiscou o lábio entrando na vibe dele. 
‒ São as minhas favoritas. Sabe onde encontro uma morena bem gostosa? Estou com fome. 
‒ Sinta-se servido, querido. 
Ele a girou em seus braços e o olhar que Grady deu-lhe garantiu que naquele momento, era apenas eles dois. Ele estava faminto e Leah era a única coisa que poderia alimentá-lo. Grady sentia que poderia morrer neste momento e ficaria feliz, porque tudo estava tão certo e tão no lugar que parecia um sonho, um desejo realizado. 
Eles não estavam exatamente firmes por ela e ele sabia, mas ele a faria entender que nenhum outro seria suficiente para preenchê-la de todas as formas possíveis, como ele estava disposto, nenhum outro estaria disposto a abrir mão de tanto por ela, e se houvesse um que fosse, ele o mataria. Leah era sua desde o momento em que ele a encontrou naquele beco escuro. 
Grady a beijou, tentando passar a imensidão de seus sentimentos para ela. Leah o agarrou mais firme, ansiando por mais. Sentiu-se ser sentada na cômoda, quando ele empurrou com um braço os porta-retratos, amontoando-os às suas costas e o puxou para mais perto com as pernas cruzadas nas costas dele, puxando-o mais para ela. 
Quando pareceu que ele ia soltar sua boca, Leah mordiscou o lábio dele, segurando a blusa dele firmemente. Ele passou o dedão sobre seu lábio e tomou uma respiração profunda, tirando suas mãos da blusa dele. 
Leah sentiu a dor fina nas pontas dos dedos e preocupação bateu nela instantaneamente. Ela viu o sangue sujando a roupa dele e praguejou baixinho. Grady beijou cada ponta de dedo, por cima da garra que cresceu e deu-lhe um sorriso acolhedor. 
‒ Acontece, amor. Vai passar em dois dias, ok? 
‒ Está me enlouquecendo. ‒ Leah confidenciou, mas não podia negar que o tesão ainda fazia seu corpo arder. 
‒ Sei como é a sensação. ‒ Grady rosnou e fungou. ‒ Sua excitação faz isso para mim. 
Leah estava disposta a retrucar, mas optou por puxá-lo e beijá-lo novamente. Sentiu as mãos fortes subindo por suas coxas e moveu-se contra ele, querendo que não houvesse roupas entre os dois, separando-os. 
Grady a levantou e jogou na cama com delicadeza, estava pronto para fazê-la sua, mas a poeira subiu, fazendo-os tossir. Eles levantaram-se, desemaranhando os corpos e começaram a trocar o lençol. 
Ele o jogou no sofá, impaciente demais para colocá-lo na cesta que ficava no banheiro privativo deles. Alguns minutos e a cama estava pronta. Leah caminhou para ele, tirando a blusa no caminho, obviamente mais interessada no que viria a seguir. Grady não decepcionou, tirando as botinas e chutando-as para longe. 
Leah segurou o coz da calça dele, fazendo um carinho na protuberância saliente no tecido jeans, Grady rosnou baixinho, ansioso por estar dentro dela. Ela mordiscou a boca, tirando a mão dele e ficando completamente nua. Grady a observou quieto, sem conseguir mover-se e fazer o mesmo. 
Ela aproveitou o momento de torpidez dele e subiu na cama, abrindo as pernas e mostrando-lhe a vagina convidativa e brilhante, foi o suficiente para que ele recobrasse a consciência e retirasse a calça.
Ele não permitiu que ela deitasse, como ela estava fazendo. Manteve-a no lugar, beijou as costas morenas, colocando a cabeça no lugar onde pertencia. Um gemido rasgou da boca de Leah e foi alto o suficiente para ele saber que seus irmãos teriam ouvido se já estivessem em seus quartos, até mesmo seu pai teria ouvido. 
Grady empurrou o eixo grosso nela, a alargando e ganhando um longo gemido prazeroso de Leah. O meio dela estava tão quente que ele soube que embora seu calor estivesse quase acabado o dela ainda estava em pleno vigor. 
Leah mexeu-se contra o membro dele, queria-o tanto que chegava a doer, não conseguia pensar claramente, tudo o que precisava era dele movendo-se dentro dela. Sentia como se sua existência dependesse disso.
Grady segurou a cintura magra com uma mão e traçou um caminho com a outra mão, beijando o ombro dela e fazendo carinho pelo caminho do quadril, barriga e finalmente o clitóris pulsante. 
Bateu dois dedos nele e continou estimulando-a, sabia que ela estava apreciando, os gemidos e os quadris batendo contra os seus lhe garantiam isso. Leah abaixou a cabeça, arfando alto e pedindo por mais força, ela queria-o completo dentro dela e por toda a parte, queria que ele fosse a única essência que a mantinha viva e Grady não parecia disposto a discordar.
Ouviram batidas na porta e alguém pigarreou. A voz de Braden se fez ouvir do outro lado:
‒ Sei que você tá ocupado, mano e Leah também, mas o pai quer vocês lá em baixo. 
Grady rosnou alto com irritação, mas não parou os movimentos, decidindo ignorar o irmão. Ela não durou muito e gritou quando a libertação sexual veio forte e a fez escorregar na cama. Seus pelos arrepiaram e Grady mordeu-lhe o ombro, no mesmo lugar de semanas atrás. Ele não parou os dedos na vagina dela, enquanto lambia o local mordido, enviando ondas de prazer direto para o broto sensível. 
Leah balançou os quadris, sentindo a necessidade invadi-la de novo e mordeu a boca para não gritar, quando sentiu o sêmen quente dele espalhando-se dentro dela com força. Grady apertou o clitóris dela e Leah gemeu alto, quando seu estômago apertou, os seios ficaram tensos e ela ergueu a cabeça gemendo alto o nome dele. 
Grady os virou na cama, a deitando e aparentemente querendo mais. Ela mordeu o ombro dele, enquanto sentia-o apertado quase ao limite da dor. O pênis grosso movia-se lentamente, dentro e fora, fazendo-a arquear contra o corpo do homem que amava. Prendeu as pernas alto, na bunda dele e sentiu quando as bolas começaram a bater contra sua bunda, com as estocadas profundas dele contra ela. 
Leah queria segurar em suas costas, mas tinha medo de machucá-lo. Apertou o lençol em seus lados, mas ele pegou suas mãos e as levou acima da cabeça, ela aproveitou para beijá-lo. A falta de ar fazia tudo parecer mergulhado em água e foi incrível quando ela o soltou, gritando seu nome, sentindo o orgasmo atingi-la com força total.
Grady soltou o sêmen quase no instante em que ela, a sincronia perdeu alguns segundos e ele uivou alto, erguendo a cabeça e deixando-se relaxar. Isso devia acalmá-la por algumas horas. 
Leah sorriu de olhos fechados, sentindo-se cansada. Grady beijou as pálpebras dos olhos fechados e Leah o olhou abrindo-os. Ele a puxou perto, desejando poder ficar com ela lá por algumas horas, para aproveitarem um tempo sem toda a tensão do bando sobre ela. Ele sabia que não havia como fugir de suas obrigações por muito mais tempo. 
‒ Temos que descer. ‒ Leah o lembrou molemente. 
‒ Desçam. ‒ Rave disse batendo na porta. ‒ Papai está ficando impaciente, dizendo sobre como ele não estava transando então você não deveria também. 
‒ Já vamos. ‒ Grady respondeu ao invés de cair na provocação do irmão. Eles levantaram-se e Leah segurou sua mão, as garras retrocedendo lentamente, mas elas não tocaram a pele dele. 
‒ Quando disse ao seu pai sobre nós...
‒ Eu não menti. ‒ Grady disse seriamente. ‒ Estou sério sobre você, Leah. Como nunca estive sobre uma mulher antes. Isso é assustador, mas é como eu me sinto. Complemante devoto à você. 
As palavras dele tiravam-lhe o ar mais do que o próprio sexo escaldante. Leah soube que precisava lembrá-lo de algumas coisas. 
‒ Eu não posso ter filhos. ‒ Disse de repente. ‒ Vai haver um momento em que não seremos compatíveis, Grady. 
‒ Adoção é sempre uma opção, querida. ‒ Ele disse tocando-lhe o rosto avermelhado e suado. 
Não havia como retroceder agora, Leah sabia disso. Seu coração pertencia à ele e toda a verdade que via em seus olhos eram apenas um lembrete do homem maravilhoso que Grady era. Leah não pode deixar de sentir o bolo em sua garganta, tanto por um amor e acabou esbarrando no amor da forma mais inesperada possível. Não era possível que o destino estava tratando-a tão bem depois de tanta merda. 
‒ Estou com medo de acordar e perceber que é tudo mentira ou que eu estrague tudo. - Confidenciou, sentindo-se uma grande babaca. Caras não gostam de garotas faladeiras após o sexo e não queria espantar Grady. 
‒ Vamos devagar. ‒ Ele sorriu, falando tudo com certeza. ‒ Vamos fazer funcionar, agora precisamos de um banho e descer. Um dia de cada vez, amor. 
‒ E o que vem a seguir no seu cronograma, querido? ‒ Leah piscou com diversão. 
‒ Me casar com você. ‒ Leah o olhou boquiaberta. Ele sorriu grande. ‒ Eu disse "um dia de cada vez", tenho um motivo, amor. Agora vá para o banho. 
Leah obedeceu piamente, sabendo que ele viria em seguida. Ela diria sim, sem pestanejar. Pensou a respeito e quando olhou-se no espelho, queria gritar de felicidade. Viu uma Leah absolutamente esquecida, uma Leah com olhar brilhante parecia lembrar-lhe que podia ser realmente feliz e Grady era a resposta. Ela não tinha nenhuma dúvida. 
[...]
A confusão parecia instalada na sala quando desceram. Sam a encarou com cara de poucos amigos, embora Emily tenha lhe sorrido. Seth e Sunshine estavam sentados na poltrona com um lugar. Ela no colo dele e a aliança quileute chamou a atenção de Leah, ele estava sério sobre ela. 
Grady a manteve perto e recebeu um olhar irritado de Sam, ao que ele gloriosamente ignorou. Não precisava de aprovação do outro alpha para manter sua mulher por perto. Ele sentou-se e a puxou para seu colo, Leah sentou ao lado dele ao invés. 
Grady a encarou profundamente, mas o sorriso dela o amoleceu. Ele pôs a mão na cintura dela firmemente a puxando para perto ao invés de deixar-se sentir inseguro porque o babaca do ex dela estava ali, não tornava as coisas mais fácies, mas o sorriso dela o ajudava a acalmar-se. 
‒ Pensei que essa coisa de vocês era apenas durante a temporada. ‒ Sam resmungou e eu rosnei em aviso. 
‒ Calma, filho. A coisa virou um relacionamento. ‒ Elroy informou os membros do outro bando. ‒ Chamei-os para firmar-mos como bandos auxiliares. 
‒ Impossível. ‒ Sam respondeu rapidamente, Leah ficou rígida nos braços do namorado e resolveu falar. 
‒ É uma ligação entre-bandos comum, Sam. Mamãe e Elroy estão sérios, Seth vai se casar com Sunshine, e eu estou com Grady, temos três relações o que é mais que suficiente para você mover sua bunda abusada e usar a razão. 
‒ O que você sente por ele, Lee? E por mim? O que você realmente sente? ‒ Sam explodiu, levantando-se. Suas palavras eram ditas com tanta fúria que era difícil distinguir entre os murmurios caninos. 
‒ Eu o amo. ‒ Leah finalmente respondeu. 
‒ Impossível!
‒ Você me ama? 
‒ Com todo o meu coração. ‒ Ela ficou feliz em sussurrar-lhe a verdade. Parecia que estava oscilando loucamente e sentia como se um peso houvesse saído de suas costas. 
‒ Eu também te amo. ‒ Grady respondeu dando-lhe um beijo rápido e ouvindo a risada de Jacob ao fundo. 
"Ela me ama." Era aonde estavam os pensamentos dele, a levaria para seu apartamento assim que a ameaça tivesse passado e fariam amor até nenhum dos dois ter energia para levantar, a apertaria em seus braços e teria certeza de que ela jamais saísse de lá, era o lugar onde ambos pertenciam e nem mesmo o lobo rosnando do outro lado da sala o faria retroceder. 
Olhou para seu pai e Sue, recebeu um aceno de cabeça mínimo. A mãe dela tinha lágrimas contidas em seus olhos e ele sentiu o olhar vibrante do irmão mais jovem dela, via a confiança que ele transmitia ao olhar-lhe e deu-lhe um pequeno aceno de cabeça. 
‒ Pensei que me amava, Lee-lee. ‒ Sam finalmente disse. Leah o olhou com desinteresse. 
‒ É, eu também. Mas as pessoas mudam, não foi você mesmo que disse isso? Sem mágoa, claro. 
‒ Isso é uma vingança?
‒ Não, Sam. Isso é um adeus. A propósito, eu aceito, Emily. Vou ser madrinha do seu bebê, se ainda me quiser.
‒ Você é bem-vinda, prima. 
Leah deu-lhe um sorriso, vacilou quando viu que o casal teria problemas. Emily olhou Sam como se fosse matá-lo e as palavras de Jacob finalmente trouxeram o tema da reunião à tona. Tinham problemas e precisavam garantir que ninguém seria perdido caso Eve mandasse atacá-los novamente. 
Continua!
Comentário da Autora: Gente, quanto tempo! Mas finalmente voltei com Lua Cheia, espero que tenham gostado! 
Beijão!

2 comentários:

Obrigada por comentar! Me deixa muito feliz *o*
Se tem dúvidas, pode perguntas quantas vezes quiser e eu responderei assim que for possível~XOXO.