terça-feira, 22 de outubro de 2013

[Prova De Fogo] Cap. 09 - Inferno Pessoal

09 – Inferno Pessoal

Seth PDV
Nós continuamos caminhando, não demorou nada – e deveria ter demorado mais, pelo menos até eu começar a pensar direito. – mas em menos de 5 minutos nós estávamos na clareira, no lugar que eu fantasiei com ela a poucos minutos.
Porque estou pensando tanto na Rox? Quer dizer, somos amigos! E o fato dela ficar uma delícia de calça jeans não tem nada haver com isso! Então porque motivos eu continuo pensando em coisas que quero fazer com ela e que eu não devia estar pensando? Que tipo de doente mental eu sou?
Nós paramos, ela olhou de um lado a outro, soltando minha mão.
Bonito lugar, Seth. – Ela sorriu para mim. – Porque me trouxe aqui? Não diga que vai me assaltar! – Ela riu no meio da piada, eu não achei divertido, achei extremamente sexy.
Antes que eu dissesse pro meu corpo se controlar e se manter no lugar, ele agiu sem minha permissão e ganhou vida.
Eu a joguei numa árvore e puxei o cabelo solto dela, nem eu sabia porque eu estava atacando a minha amiga, até que a intenção tornou-se clara e eu a beijei.
Eu não devia estar fazendo isso! Repeti em minha mente, mas quando ela enlaçou-me com os braços e subiu parcialmente uma das pernas, eu senti como se ela me quisesse também.
Seria errado? Se fosse ela estaria gritando comigo não é? Porque é tão complicado de entender? Ainda mais com a sensação da boca macia dela contra a minha!
Eu puxei a coxa dela para cima, enquanto ouvi mais uma puxada de ar dela e mordi o lábio inferior, nos separando. Eu não a soltei dessa vez, nós continuamos nos olhando, nos encarando por um longo minuto, até que ela sorriu sem graça e eu a levantei no meu colo, a surpreendendo? Ou agindo conforme suas expectativas?
Que está aprontando, Seth? – Ela perguntou-me baixinho enquanto eu me sentava no chão com ela no meu colo, abri as pernas em “v” e a coloquei naquele berço.
Quero sentir seu cheiro. – Lhe respondi e cheirei o cabelo, me acalmou um pouco, na mesma medida que me fez querer estar com ela, e isso foi estranho, eu não devia deseja-la tanto. Rox é excelente e linda, mas não é minha impressão e eu estou agindo como um imprintado* desde que nossa amizade cresceu.
Isso é…
Estranho? – Me preocupei com sua resposta, eu não queria soltá-la, mas se ela quisesse sair do meu aperto, eu deixaria.
Diferente.
Isso é bom ou ruim?
É gostoso. – Ela suspirou a resposta e se encostou no meu peito. – Mas ainda quero dançar.
Não há nada que eu possa fazer pra te convencer de não irmos? – Questionei quase esperançoso.
Nada. – Ela riu em seguida. – Vamos? Eu quero dançar! – Ela me disse com um sorriso lindo e uma coisa estranha aconteceu, meio que aconteceu.
Eu me senti ligado a ela, não eu, meu lobo. Era como se a Rox tivesse botado uma coleira nele e ele a seguisse feliz. Soltei meus braços e ela se levantou, limpando a roupa enquanto eu me questionava.
Será que amar a imprinting do meu alpha tava me deixando louco?
Isso seria considerado crime nas nossas leis? Mesmo ele não querendo ela?
Cogitei ir na casa deles, mas não acho que a Lee fosse gostar muito… e para completar ainda tinha a Rox que queria dançar, eu havia prometido levar ela na boate para a festinha fechada que íamos fazer, então ia cumprir.
Jake não ia estar lá, ia ficar com a Lee, em casa – e eu nem queria ter pensado na festinha deles, mas foi inevitável – então isso quer dizer que a zona é proibida até de manhã.
[…]
Rox PDV
Cara, desde quando o Seth sabe fazer essas coisas? Como eu nunca imaginei que ele soubesse pegar uma garota? E eu achando que eu que tava ajudando ele!
Se bem que ajudar me lembrava daquela ruivona e de como eu não gosto dela.
Deve ter sido coisa de signo, não bateu legal. É, deve ser isso.
E eu nem queria pensar no quão mais bonita ela era. Eles seriam um casal bonito.
Pensar nisso revirou meu estômago, enquanto eu me remexi no banco, tentando não pensar em Dexter.
Eu acho que tô paranoica, só pode ser isso! Não há explicação para o que venho sentindo esses dias…
Eu andei rápido até o carro do Ian. Estava com chaves na mão e não precisava de tanta pressa, mas eu tenho certeza que estou sendo seguida, então vou ter meu piti em casa.
Entrei no carro e acelerei, quase acertando umas duas árvores na curva fechada e freei quando um cachorrinho apareceu do nada na frente do veículo.
Eu gritei de frustração e bati no volante, me ajudou a manter a calma.
Liguei o carro e dirigi mais lentamente, olhei de relance para as laterais do carro, mas não havia nada.
Senti olhos me queimando e olhei para a frente. Medo gelou o meu sangue, mas quando pisquei, não havia nada lá.
Nem mesmo a imagem recente de Dexter na chuva, debruçado pelo capô do carro com o cachorrinho no braço.
Respirei fundo e liguei o carro, dirigindo para casa.
E agora eu acho que estou sendo seguida, mesmo não tendo visto mais aquele demônio.
É claro que Seth não sabia disso, seria como atestar que eu sou louca. Que tipo de pessoa em sã consciência fica vendo o ex-namorado todo o tempo?
Seth estacionou o carro e tirou o próprio cinto, eu já estava tirando o meu também. Descemos e entramos na boate-bar.
Seth me deixou numa das mesas e foi buscar algo para bebermos e apontou para Embry – que estava com a irmã do Jake (a que tinha chegado na reserva a poucos dias) e para ele próprio.
Tenho… falar… Embry! – Seth gritou contra meu ouvido e eu afirmei com a cabeça que sim, tinha ouvido e entendido.
Me sentei na cadeira e fiquei curtindo a música. Droga, eu amo dançar, mas Seth nem está aqui! E eu nem posso chamar alguém, pareceria uma atirada.
Oi, lindinha? – Ouvi uma voz que fez o meu sangue gelar novamente, medo e choque passaram por mim enquanto eu procurava o dono da voz, mas havia nada no lugar.
Me forcei a não pirar.
Que droga Rox! Controle-se! Gritei em minha mente e me forcei a aguentar o impulso de ir procurar Seth.
Ele veio alguns minutos depois com dois coquetéis.
São sem álcool. – Ele disse no meu ouvido e eu relaxei, ia dar a maior bronca nele se tentasse me embebedar. Não que Seth fosse capaz disso.
Obrigada. – Gritei de volta.
O que houve? Ele gritou a pergunta e continuou falando no pé do meu ouvido. – O que aquele cara queria?
Você viu também? – Deixei escapar e me senti idiota.
Como? – Ele gritou de volta e me olhou sério, engoli em seco e apontei a porta, para conversarmos melhor.
Nós fomos passando pelo monte de pessoas e não demorou nada até estarmos lá fora.
O vento frio arrepiou a minha pele aonde tocou e eu lembrei do toque quente e gostoso de Seth. Eu poderia facilmente me acostumar com essas pegadas fortes e esses abraços quentinhos e não seria uma boa coisa.
Não para mim.
Vai me dizer o que quis dizer? – Seth perguntou sério e eu suspirei.
Era Dexter. Eu pensei que era coisa da minha cabeça, mas… mas…
Shii, sem pressão tá? – Ele disse e abriu os braços, um convite que eu não pude recusar.
Ele me manteve de costas para ele e eu agradeci, assim ele não podia ver minha cara claramente. Foi uma coisa boa no fim das contas.
Eu tive um namorado – Eu comecei a contar nem sei porque, mas sentia que devia. – Ele tentou ter sexo comigo várias vezes, mas eu não queria fazer sexo.
Não precisa me contar isso, desculpa por mais cedo tá? – Ele disse e eu balancei a cabeça negativamente.
Eu… Vergonha me queimou. O que eu ia dizer? Que eu gosto de quando ele me toca? É verdade, mas é certo eu dizer isso? Será que ele escutaria isso sem entender o quanto eu gosto dele? – …Eu gosto de quando você me toca. Não é como… como quando ele tentava me tocar. Eu tinha medo.
Ele tentou abusar de você. – Seth afirmou o obvio, eu só confirmei.
Tentou.
E conseguiu? – Ele disse num som que parecia um rosnado, o que era estranho já que só animais lupinos rosnam e somos descendentes de primatas…
Não. Eu o passei para trás e fugi. Fui para casa e liguei pra policia e pra minha irmã mais velha. Ela contou pros meus pais, mas depois…
O que houve? – Ele perguntou quando eu não falei.
Ele jamais me deixou em paz…
Posso assustá-lo se quiser.
Não quero que se machuque.
Eu não vou. – Ele sussurrou, eu ia tirar essa ideia de lá, basta saber como.
Como eu ia dizendo, ele nunca largou do meu pé. Até eu começar a andar com você.
Ele se calou e eu soube que entendeu errado. As mãos na minha cintura ficaram tensas e duras.
Não me aproximei de você por interesse, estou dizendo que desde que somos amigos que tenho melhorado. Obrigado, Seth.
Ele relaxou e me apertou mais em seus braços, senti seu rosto na volta do meu pescoço, mas continuei cabisbaixa, deixando os pensamentos ruins irem embora.
Mas que cena linda! – Ouvi a voz dos meus pesadelos dizer e tremi.
Por favor que isso seja um pesadelo!
Mas para o meu inferno pessoal, não era.
To Be Continued…
Dexter venha aqui e me deixe acabar com sua raça u.ú
Seth seu lindo *o* tá virando homem kkkkkk

Capítulo que vem tem mais! 

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